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O que já existe por ai. Parte 1

PRODUTOS QUE DURAM
Embalagens que conservam:
Nanocompostos de argila, que bloqueiam o oxigênio, fazem embalagens que dobram a validade de alimentos. Um protótipo desses já foi feito na Unicamp.
Material esportivo:
A bola da Copa Davis de tênis, na Inglaterra, possui uma camada com partículas minúsculas de borracha e argila que dobra a vida útil do produto. Também há raquetes de tênis e bolas de golfe com nanocompostos parecidos.

AUTOMÓVEIS 
Pintura antiarranhão:
Já há um verniz tão liso que qualquer coisa que tentar riscá-lo acabará deslizando. O segredo dele são moléculas mais densas (que deixam menos espaços vazios) e ter os buracos restantes preenchidos com partículas de cerâmica. Todos os carros feitos na Mercedes-Benz da Alemanha já são cobertos com a substância.
Supervidros:
Um produto australiano tapa os pequenos buracos do vidro que costumam segurar a água e, com isso, faz as gotas deslizarem rapidamente, eliminando a necessidade do limpador de pára-brisa. Já os modelos A4, A6 e A8 da Audi vêm com uma camada de prata no vidro da frente que conduz eletricidade e, com isso, dispensa o aquecedor para desembaçar e consegue escurecer em ambientes muito claros. Já existe também uma viseira de capacete que escurece em locais muito claros.
Pneus ecológicos:
A poluição causada pelos pneus está para acabar. Outros materiais – como nanopartículas de óxidos metálicos ou de argila – dobram a vida útil e são menos poluentes que o carbono dos pneus comuns.

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Matérias-primas produzidas por meio de nanotecnologia


Com crise, clientes passaram a priorizar carros mais baratos e econômicos. Novo Fiat Uno entra na geração de modelos com materiais alternativos.


A crise econômica mundial trouxe à indústria automobilística um duplo desafio, o de manter o lucro mesmo com as vendas em queda e o de resgatar antigos clientes, perdidos com a reviravolta da economia global. No pós-crise, é consenso entre as montadoras que os clientes passaram a priorizar carros mais baratos na hora da compra e mais econômicos na hora de abastecer. Para as fabricantes, a saída está na redução do peso dos automóveis, que começam a receber materiais mais leves.
A necessidade de desenvolver carros economicamente viáveis e ambientalmente atrativos dominou os debates do seminário organizado pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), em São Paulo, nesta semana. A conclusão dos especialistas é que, para se adaptar às novas exigências do mercado e às necessidades dos projetos de engenharia, a grande mudança nos carros começará pela troca de materiais – alterações que também atingirão os carros híbridos e elétricos, que sofrem sobrecarga com o peso das baterias.
Não por acaso, hoje fazem parte das linhas de produção matérias-primas que há pouco tempo eram raras: fibras naturais, plásticos e borrachas produzidas por meio de nanotecnologia, alumínio no lugar do aço, adesivos em substituição a soldas, além de cada vez mais compostos reciclados.


Fonte : http://g1.globo.com/carros/noticia/2010/06/montadoras-apostam-em-carros-mais-leves-para-reconquistar-consumidor.html
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Novas esperanças para enfrentar câncer

Duas pesquisas, publicadas na edição desta semana da revista científica americana "PNAS", mostram formas promissoras de aplicar a nanotecnologia, ciência que permite a manipulação de estruturas incrivelmente pequenas, como forma de atacar o câncer. Um dos trabalhos apresenta uma forma nova e extremamente sensível de diagnóstico de tumores, enquanto o outro revela um tratamento inovador e, aparentemente, com poucos efeitos colaterais -- aplicado por enquanto só em camundongos.
A nova forma de diagnóstico está um pouco mais próxima das aplicações clínicas, a julgar pelo artigo de Ralph Weissleder, do Hospital Geral de Massachusetts, e colegas na "PNAS". A nanotecnologia envolve a manipulação de objetos ou materiais na escala nanométrica (equivalente a um metro dividido por um bilhão). No caso, Weissleder e companhia usaram nanopartículas magnéticas que receberam um aditivo especial: a capacidade de aderir a células cancerosas de uma dada amostra (que poderia ser de sangue ou de um órgão operado, por exemplo).
O próximo passo foi aplicar um aparelho de ressonância magnética portátil à amostra. Com isso, em menos de 15 minutos, foi possível detectar a presença das células tumorais, uma velocidade muito superior à disponível para os atuais testes de diagnóstico. O melhor é que o sistema é bastante sensível: apenas duas células de câncer foram suficientes para a detecção com essa abordagem. Isso facilitaria o tratamento precoce da doença.
Nanotubos
Já a equipe liderada por Suzy V. Torti, da Universidade Wake Forest, também nos Estados Unidos, testou o emprego combinado de nanotubos (tubos de dimensão nanométrica) de carbono e radiação em camundongos com uma forma de câncer de rim.
Esses nanotubos conseguem emitir calor quando recebem uma dose de radiação no infravermelho próximo, que não é cancerígena como a radiação gama, por exemplo. Com apenas 30 segundos de radiação, o calor gerado pela combinação foi capaz de destruir os tumores, o que traz esperanças de se usar a abordagem em humanos no futuro.


Fonte : http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1236314-5603,00-AVANCOS+DA+NANOTECNOLOGIA+TRAZEM+NOVAS+ESPERANCAS+PARA+ENFRENTAR+CANCER.html